Teresina, 03 de Abril de 2026

Notícia

Banca de DEFESA: LUMA PINHEIRO DIAS
19/02/2026 14:57


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUMA PINHEIRO DIAS
DATA: 13/03/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Sala do PPGHB
TÍTULO: ESCRITORA, EDUCADORA E VIAJANTE: a trajetória intelectual de Nísia Floresta e as possibilidades de ser mulher nos Oitocentos
PALAVRAS-CHAVES: Nísia Floresta. Escrita feminina. Educação feminina. Escrita de viagens.
PÁGINAS: 378
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
SUBÁREA: História do Brasil
ESPECIALIDADE: História do Brasil Império
RESUMO:

Este trabalho parte da análise da trajetória intelectual de Nísia Floresta Brasileira Augusta para discutir as possibilidades de existência feminina nos Oitocentos, considerando três aspectos de sua vivência: a escrita, a educação e as viagens que realizou por diferentes províncias do Brasil e pela Europa. Nascida Dionísia Gonçalves Pinto, em Papari, Rio Grande do Norte, em 1810, atuou como educadora e escritora em um período caracterizado pela acentuação das diferenças entre os sexos e pela reafirmação da domesticidade feminina. Concentrando seus esforços na defesa do direito das mulheres à educação, prescreveu modelos ideais de filha, esposa e mãe por meio da escrita, tornando-as capazes de promover, junto aos homens, o progresso da humanidade. Em 1838, fundou o Colégio Augusto, no Rio de Janeiro, voltado para a educação de meninas. Publicou dezenas de títulos, com traduções para o francês, o italiano e o inglês. Faleceu em Rouen, em 1885. Considerada precursora do feminismo no Brasil, Nísia Floresta constitui exemplo entre outras mulheres que se destacaram no universo da escrita e ousaram questionar os padrões de diferenciação sexual de seu tempo. Assim, interessa conhecer sua atuação como educadora, escritora e viajante, uma vez que viveu aproximadamente 28 anos na Europa, período em que conheceu outras culturas, diversos intelectuais e expandiu seus argumentos em prol da educação feminina, contra a escravidão e a perseguição aos indígenas. Entre os intelectuais mencionados em seus escritos, Mary Wollstonecraft e Augusto Comte foram escolhidos para discutir não somente a influência de terceiros na formulação de seu projeto, mas também sua inserção nos debates que circulavam nos espaços letrados europeus. Para isso, recorreu-se a fontes bibliográficas e hemerográficas, bem como à obra de Nísia Floresta, composta por livros, artigos em jornais, manuais morais para meninas, poemas e relatos de viagem, entre outros. Como inspiração teórico-metodológica, destacam-se Roger Chartier, Joan Scott, Teresinha Queiroz, Nicolau Sevcenko, Bonnie G. Scott e outros.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2167352 - TERESINHA DE JESUS MESQUITA QUEIROZ
Interno - 1446998 - ELIZANGELA BARBOSA CARDOSO
Interno - 2174309 - PEDRO VILARINHO CASTELO BRANCO
Externo à Instituição - 065.***.***-20 - ALCEBIADES COSTA FILHO - UEMA
Externo à Instituição - 095.***.***-78 - GUSTAVAO DE ANDRADE DURÃO - UESPI