Teresina, 03 de Abril de 2026

Notícia

Banca de DEFESA: DANIEL DE SÁ AGUIAR
23/02/2026 15:40


Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIEL DE SÁ AGUIAR
DATA: 24/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala do Doutorado
TÍTULO: Adoecimento e morte na Ibiapaba oitocentista: transcender, decompor e contaminar.
PALAVRAS-CHAVES: Ibiapaba, Morte, Catolicismo, Higienismo.
PÁGINAS: 303
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
SUBÁREA: História do Brasil
ESPECIALIDADE: História do Brasil Império
RESUMO:

Esta tese investiga a cultura da morte sob a perspectiva secular e religiosa na Ibiapaba na segunda metade do século XIX (1850-1890), por entendermos que é neste período que os discursos científicos passam a ter ações mais efetiva através de ações estatais em meio a séculos de olhar espiritual sobre os corpos, seja dos indígenas que ocuparam a Ibiapaba ou da igreja católica que foi se firmando com seus ritos. O desenvolvimento da pesquisa busca compreender tanto os processos de manutenção quanto as novas formas de ocidentalização e ordenação do mundo material e espiritual, a partir dos discursos e práticas religiosas e científicas estabelecidos na região. Destacam-se, nesse contexto os olhares naturalistas e deterministas da comissão científica liderada por Freire Alemão, bem como da passagem de Antônio Bezerra de Menezes pela região. Os discursos e ações de “civilidade” e higiene que orientavam as incipientes políticas públicas de saúde com a criação de leis, órgãos, proibição de enterramentos em igrejas e construção de cemitérios públicos. A partir deste momento os corpos não eram vistos apenas pelo aspecto da transcendência, da salvação, da assombração, da magia, mas como propagadores de doenças através da teoria miasmática.  No entanto, a população manteve fortemente o costume de recorrer aos rituais católicos como forma de garantir o que acreditavam na boa morte, isto é, evitar a continuação de um sofrimento terreno na outra vida e por meio de missas, sacramentos, vestimenta mortuária além de ter caráter espiritual a sociedade queria também representar hierarquias sociais terrenas, dado o poder de ostentação fúnebre. As irmandades e igreja católica oficial nem sempre atuavam de maneira harmônica na administração do cemitério e dos rituais fúnebres dos ibiapabanos, mostrando que a morte tinha uma dimensão material que gerava disputas de poder. A documentação pesquisada para perceber e evidenciar estas relações foram diários de viagens, relatórios, jornais, legislação, arquivos paroquiais, estatutos.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - 008.***.***-05 - CÍCERO JOAQUIM DOS SANTOS - URCA
Presidente - 1783526 - FRANCISCO GLEISON DA COSTA MONTEIRO
Interno - 1551249 - JOHNY SANTANA DE ARAUJO
Externo à Instituição - 002.***.***-63 - JUCIELDO FERREIRA ALEXANDRE - UFCA
Interno - 2174309 - PEDRO VILARINHO CASTELO BRANCO