Banca de QUALIFICAÇÃO: ERIKA RUTH MELO DA SILVA
24/03/2026 16:44
Este estudo aborda a presença das mulheres do Piauí na literatura e na imprensa durante a década de 1970. Tomando como fontes o jornal alternativo O Pasquim (1969-1972), as obras de arte de Lygia Clark (1963-1964) e o periódico feminista Brasil Mulher (1976), compreende-se que essa presença se inseriu na constituição histórica de subjetividades femininas do Brasil que, uma vez mergulhadas no contexto de crise da modernidade e da revolução comportamental no hemisfério norte, suplantaram as dualidades e dicotomias nas quais o mundo social era organizado, para criar novos lugares para as mulheres. Embasando-se Certeau (1994) e Vaitsman (2001), estudam-se os textos, livros e jornais produzidos por mulheres na década de 1970 compondo um conjunto redes de autoria feminina que se concentraram nas cidades de Parnaíba, Teresina e Floriano, e forcejaram a profissionalização feminina nos ofícios das letras, da educação e do jornalismo. Para tanto, são importantes na análise os jornais O Estado Interessante (1972), Hora Fatal (1972), Inovação (1977-1979), Neojornal (1977), Querela (1976-1978) e Jornal de Floriano (1979). Concordando com Rago (2013) e Tvardovska (2013) a tese explica um fenômeno histórico comum à geração de mulheres do período, quando a produção de textos e de obras de arte esteve intimamente ligada à composição da própria subjetividade.